quinta-feira, 31 de maio de 2007

vide bula


Composição:

Marcos contém 74 kg distribuídos em 1,74 m


Informação ao paciente:

Marcos é indicado para adultas com alívio temporário ou permanente de crises de abstinência de carinhos e carências. Indicado também para pessoas com necessidade de amizade sincera e fiel.
Deve ser mantido na temperatura de 25 °C. Em caso de aquecimento, esfriar com doses de bebidas, podendo ser alcoólicas ou não. No caso de resfriamento, aquecer o produto cobrindo-o. Superdosagens podem causar dependência ao produto. Pode-se ingerir com bebidas alcoólicas. A absorção de Marcos pode ser em locais públicos ou privados. Pessoas que apresentem excesso de peso terão dificuldades na absorção. A utilização de Marcos deve ser utilizada em conjunto com método anticoncepcionais. O não uso desses medicamentos em conjunto pode causar gravidez.

Contra-Indicações:

Marcos não é indicado para pessoas que apresentam características como mau-humor, falsidade, desonestidade, xaropação, tendências suicidas e demais características de gente doida.

Informações Técnicas:

Em contato com substâncias gordurosas ou número excessivo de bebidas alcoólicas, Marcos pode apresentar inchaços nas regiões abdominais. Nesses casos, submeter Marcos a doses diárias de exercícios físicos e reduzir ou eliminar os ingredientes que causam esse inchaço.

O efeito de Marcos é imediato após o contato e pode ser passageiro ou permanente, dependendo das características do paciente.

Posologia:

Para uso temporário, Marcos pode ser usado aos fins de semanas ou feriados, evitando o excesso, para não criar dependência.

Para uso permanente, Marcos deve ser usado diariamente. Nesses casos, a dependência física e química é inevitável, mas não apresenta danos à saúde.

Para pessoas com necessidade de amizade, a posologia é liberada.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

ciclos...

http://www.trisca.pt/pt/images/1688.jpg

amores surgem em algumas estações
amores se perdem em outras estações

não quero que sejas apenas uma estação
ou que pra ti seja eu um quarto de ano

quero que por várias ciclos
possamos compreender
entender e reaprender
a estarmos juntos
em cada estação

sexta-feira, 25 de maio de 2007

like a bird...


nelly furtado - i'm like a bird


you're beautiful, that's for sure
you'll never ever fade
you're lovely but it's not for sure
i won't ever change
and though my love is rare
though my love is true

i'm like a bird, i'll only fly away
i don't know where my soul is,
i don't know where my home is
(and baby all i need for you to know is)
i'm like a bird, i'll only fly away
i don't know where my soul is,
i don't know where my home is
all i need for you to know is
your faith in me brings me to tears
even after all these years
and it pains me so much to tell
that you don't know me that well
and though my love is rare
and though my love is true

it's not that i wanna say goodbye
it's just that everytime you try
to tell me, me that you love me
each and everysingle day i know
i'm going to have to eventually give you away
and though my love is rare
and though my love is true
hey i'm just scared
that we may fall through


terça-feira, 22 de maio de 2007

deep inside...


encontrei um rapaz, sentado descontraidamente, abraçando as próprias pernas, no topo de uma pedra, sólida rocha, na cabeceira de uma cachoeira graciosamente desenhada para entoar o voz das águas... estava pensativo e com os olhares bem distantes. resolvi observá-lo, e tentar definir o que cada olhar queria dizer.

respirou profundamente.

é muito fácil, quando escutamos uma pessoa falar, tentar dizer o que ela pensa. engano! as vezes falamos muito e não existe um mínimo de exteriorização do que se passa. e quando se está pensativo... aaahhh. impossível, são milhões de imagens e idéias que passam pela mente do mais simples ser pensante. não necessariamente palavras, pois elas nem sempre refletem o que a cognição quer dizer. whatever!

observar.

lá no fundo esse rapaz estava pensando em muitas coisas ao mesmo tempo. principalmente sentimentos, pois sua vida é um emaranhado de sentimentos. todos são! família, amigos, garotas... ahh... garotas não! mulheres! as garotas a tempos não deve lhe fazer a cabeça. deve ter ultrapassado a adolescência. sorriso jovem, olhar de razão que os anos não lhe pouparam experiência. provavelmente suas desilusões com a imaturidade foram maiores do que suas aventuras desprovidas de sentimento.

olhou as nuvens e sorriu.

as lembranças são o que de melhor ele guarda. talvez o que tenha ate então construído seja significativo, talvez goste de guardar pela simples recordação de que a felicidade se compõe de um mosaico de momentos. não. acho que ele olhou muito além das nuvens. certamente não pretendia encontrar algo, mas construiu algo além do que seus olhos pudessem enxergar.

sonhador.

não alcançou o infinito, mas certamente pensou em correr ou nadar até lá. seu próximo passo, provavelmente, será gritar "um, dois, três e já!". foi. o importante não é apenas acreditar que irá chegar, e sim chegar lá. planejar faz parte do seu momento de fechar os olhos. planeja enquanto sente a brisa acariciar-lhe o rosto. de olhos fechados, sentindo o impacto do vento apenas como fenômeno de um planeta que gira e lhe faz sentir que está em algum ponto de um eixo imaginário, mas real.

despertou.

percebeu que era observado. tentou disfarçar. olhou ao seu redor e procurou algo. um rosto conhecido? alguma paisagem ou árvore perdida no horizonte? procurou algo dentro de si mas que não poderia encontrar se não estivesse sendo observado em sua profunda reflexão. talvez tenha encontrado no pé da cachoeira, pois para lá fixou o olhar. a arrebentação soava-lhe como instrumento de graves acordes. piscou várias vezes de forma descansada, deixando, por fim, os olhos cemicerrados a contemplar a força das águas.

saltou.

parecia não ser exatamente o que pretendia, mas lhe pareceu interessante agir espontaneamente (pelo menos foi assim que eu interpretei). não se salta de uma altura considerável a não ser que se saiba o que há logo abaixo. não se salta de uma altura emocionante sem buscar um contraste entre a gravidade externa e a sentida pelo próprio corpo.

foi embora.

mas eu ainda fiquei aqui, pensativo. queria pular novamente, mas faltava um objetivo. estaria apenas querendo repetir? ou pularia apenas para saciar minha curiosidade? talvez o ar batesse com mais força no meu corpo desta vez.

acho que estou sendo observado...

sábado, 19 de maio de 2007

limão é o segredo

abrecie gom moderazão... hirc =)

para os amigos e companheiros que me acompanharam, esta foi uma semana corriqueira e temperada com uma pitada de garganta inflamada! nada demais, não fosse ter me impossibilitado de ir a aula e trabalhar na quinta. mas tudo bem! pude ir fazer minha prova tranqüilamente e ainda contar com a companhia agradável da yana :)

agradeço a todos os conselhos e contribuições para tentar melhorar minha garganta! mas desta vez tenho que trazer um agradecimento especial para minha companheira de "limonadas"!

saudades

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Ingredientes:

1 unidade de limão partido ao meio
Áçúcar a gosto
Vodka
Não colocar gelo

Está aí um ótimo remédio para esquentar a garganta e passar a dor
(CAIPIROSKA)

(by Paty Mariz >:-)

sábado, 5 de maio de 2007

proteção ou fuga?

ahm? que? já foi...

por vezes me deparo com certas atitudes que me trazem a uma reflexão acerca de um comportamento inconsciente, relativos à aprovação ou reprovação social. como assim? simples. já se observou em determinadas atitudes em que parece mais que se está agindo para ser observado? ou então, quando tenta reproduzir uma ação ou característica de alguém que você admira? ou ainda, o contrário de quem você não admira?


as atitudes vão variar: pode ser que eu tente evitar algo por não achar aquilo correto, mesmo que contrarie toda uma cultura solidificada ou então um habito comum; pode ser que eu tente encontrar uma satisfação maior, um grau mais elevado de sucesso. até mesmo porque o sucesso pode ser observado sob dois primas, o de quem nos observa e o de nós mesmos. ao meu ver, o sucesso mais comum é aquele em que esperamos aprovação. e isso chega a ser pertinente, pois nada melhor do que um terceiro olhar para nos fornecer um feedback de nós mesmos, de nossa postura e evolução. mas ressalto que isso deve ser uma ferramenta de evolução, não uma conclusão.

o primeiro olhar pode não ser o mais correto, mas creio ser o mais significativo. você não "se vê", mas é exatamente a maneira como você vê o resultado do seu trabalho. o resultado de suas ações para com as pessoas é que poderá ser mais próximo daquilo que lhe servirá como bússola até o sucesso. traz junto uma agradável sensação de independência. traz junto uma individualidade consoante ao egoísmo e ao isolacionismo. pensando bem, a conjugação dos olhares parece algo mais útil para o grande show da vida.

mas até onde eu percebo minhas atitudes como uma medida justa de proteção ou uma fuga baseada no medo? sim, fuga no sentido pejorativo, pois inibe de seguir adiante com sucesso. detesto ter que racionalizar a emoção, mas as vezes é o que utilizo para tentar medir ou controlar o tamanho do tombo. voar é ótimo (para os pássaros), para nós, humanos, resta a queda livre! a razão entra no momento que utilizo meus "para-quedas", com o fim de amenizar minha chegada, mas sem inibir minhas emoções. tenho que ser justo para comigo mesmo. gosto das emoções, mas gosto de pousar bem, em meu destino. assim terei outras oportunidades de saltar, saltar, saltar e saltar...

por outro lado, minhas fugas são notáveis, apesar de conseguir justificá-las com eloqüência para mim mesmo: sempre há uma explicação psicológica, rssssss. este é um bom momento para enumerar minhas fugas (obviamente não aqui, rssss) e, a partir desta lista, ponderar o que realmente tenho procrastinado e o que tem uma justificativa menos evasiva. provavelmente, a melhor maneira de encarar a fuga é virando-me e enfrentando o risco de frente. aprendi a verificar todas as condições de segurança e saltar após contar até três (por enquanto sem para-quedas e com destino bem molhado). mas espero fazê-lo também a alguns milhares de pés de altitude e também no dia-a-dia. em todos os casos haverá gente lá embaixo pra aplaudir. haverão também aqueles que vão rir, bem como aqueles que farão pouco caso. mas a emoção mesmo ficará por conta de você-sabe-quem :)

quinta-feira, 3 de maio de 2007

borboletas da vida...

cores, simetria e perfeição da natureza :)


Um dia cheguei em Goiânia e, quando estava quase para chegar em meu destino, eu avistei uma borboleta no chão. Dai tive que dar uma pausa para vê-la, e apreciar os seus detalhes, porque era liiindaaaaa (ou melhor... é linda).

Pensei que estava morta, pois encostei o pé devagarinho e ela não se mexeu. Então larguei a bolsa que estava carregando, tudo mais, e tentei encostar o dedo nela. Num súbito ela bateu asas e voou. Subiu até a altura da luz do poste e ficou se debatendo por lá, como fazem todos os insetos. Deve ser um fetiche desse nível de mundo, rssss. Se eu tivesse asas talvez também subiria até um poste e ficaria me debatendo na luz. Ou não!

Fiquei olhando e ela se foi! Lembrei de um amigo meu, Bruno, quando viajamos para Pirenópolis... ele tentou muuito encontrar várias borboletas para fotografar. Ficaria uma foto perfeita :)

Subi para o apartamento da Grazy e em seguida descemos novamente para levar a amiga dela no ponto de ônibus. Ao passarmos pelo local encontramos a borboleta caidinha de novo, num canteiro de flores ao lado do poste. Enquanto a amiga ia embora, ficamos eu e Grazy contemplando a beleza e a prostração da notável borboleta.

Toquei algumas vezes nela mas ela pouco reagia, como se não desse sinal de vida, apenas reagia discretamente. Logo encostei um panfleto de jornal nela e percebi que ela subia por sobre com suas delicadas patinhas. Então a fiz subir, fomos até o apartemos da Grazy e deixei ela sobre um arranjo de flores artificial pra tentar reproduzir um habitat próximo ao dela (ooohhh, momento ecológico! hehehehe). Obviamente eu só levei a borboleta pois fiquei com medo de que alguém pisasse nela, movido pela minha emoção ecológica, hehehehe.

Deixamos ela descansando junto a outra borboleta de plástico (não foi verificado nenhuma tentativa de comunicação entre elas, rsssss). Saímos eu e Grazy pra balada, voltamos, dormimos, acordamos e lá continuava a borboleta. Não batia asas, não se mexia... estava em sono profundo, sei lá... doida! Ficou se debatendo lá na luz do poste e agora estava lá, caída. Isso me serviu de lição, para quando eu nascer borboleta, vou tentar não me emocionar com os postes de luz! (heheheeheheh) De repente, ela deve ter tomado ciclobenzaprina (só a Grazy pra lembrar o nome desse remédio doido! rssss)

A ciclobenzaprina é uma substância cujo princípio ativo tem a finalidade de relaxar os músculos. Segundo minha amiga Valéria, é ótimo para tomar antes de dormir, a noite. Mas eu tomei e acordei grogue demais!! Passei a manhã inteira numa sensação de "to quase caindo", rssss.

Voltando à história da borboleta: chegamos da balada, dormimos, acordamos, e fomos ver se o lepidóptero preto e amarelo estava lá. E.... adivinhem.... estava... no mesmo lugar!!!! Botei o ventilador nela e ela nem se mexia. Mas quando foi à tarde, agente foi dar uma mexidinha nela e ela tentou voar e caiu no chão. Peguei-a novamente e botei nas flores. Dai ela tentou voar e caiu no chão de novo. Tentou voar e bateu na mesinha do computador do quarto e caiu no chão. Daí eu pirei pra ela: tá bêbada!!!

Entretanto, teve um momento em que ela ganhou forças (ou acordou, sei la...), bateu asas, com a força e delicadeza que as borboletas têm, e conseguiu se manter no ar... foi devagarinho procurando a janela... Eu e grazy observando... Dai ela saiu pela varanda. Fomos até a varanda, Ela voou pelo parapeito. Nos debruçamos no parapeito. Ela seguiu voando pra frente e pro alto... e pro alto... e mais pro alto... mais alto... alto... bem alto...

Acima dos prédios, um pontinho preto no céu azulado sumiu. Ficamos lá... boquiabertos. Olhando praquele infinito azul onde a borboleta se perdeu. O negocio dela era a luz... Mirou o sol e foi embora!

Eu e Grazy ficamos la ainda alguns minutos. A ficha não caiu. Ficamos a imaginar tudo ou simplesmente não imaginamos, ficamos preso àquele ponto onde não havia mais nada, apenas nossa imaginação.

Fomos testemunhos um do outro. E percebi que existem momentos que são bons pelo simples fato de ter uma testemunha.

O mais legal desse momento foi que deixou muitos pensamentos e ideias soltas no ar, assim como a borboleta... perdida no infinito.