"Domingo de manhã o sol me chamou pra dar um rolé..." em volta do Lago Paranoá! Enfim consegui realizar parte de um sonho. Na verdade é, de longe, um começo, mas foi muito legal! Acho que isso resume muitos anos de sonhos. O primeiro evento é o mais marcante, rssssss. Trata-se da 4a. Volta do Lago, que aconteceu domingo passado, dia 27 de maio de 2007. Mas preciso começar falando da equipe.
Só conhecia o Natanai (primeiro da direita), com quem faço natação (PD1) às terças e quintas na UnB. Assim que cheguei fui conhecendo aos poucos o pessoal, até que, ao termino da prova, já estava entrosado com toda equipe. Primeiro o Lúcio (primeiro à esquerda, de short azul), capitão da equipe, que me recepcionou e com quem troquei as primeiras palavras! Em seguida foi a Roberta (a primeira da esquerda, de boné azul), um pessoa super motivada e talvez a locomotiva de ânimo da equipe. No trecho em que eu iria largar conheci a Rejane (de boné branco, segunda da esquerda para a direita), esposa do Lúcio e que pegou o trecho seguinte ao meu. Apesar de ter corrido apenas um trecho, foi um dos mais difíceis também.
Enquanto corria meu primeiro trecho conheci o Rafael, esposo da Roberta, que foi nosso apoio por todo o percurso, fornecendo água e apoio nos momentos que a força queria nos deixar. Ele não aparece na foto mas sua bicicleta guerreira, que acompanhou a todos nós, estava no fundo da foto, rssss. Ao concluir meu primeiro trecho conheci o restante da minha equipe e os das outras equipes da Academia ATP. Dai conheci a Andresa (de boné azul, terceira da esquerda pra direita), uma pessoa super animada e com quem troquei um trecho estratégico, rssss. Conheci também o Dudu (segundo da esquerda pra direita) e a Rafaela (de boné branco, primeira da esquerda), namorada do Natanai. Corri o sexto trecho, que saía do Parque do Lago Norte e se estendia por 4 km, entre subidas, escada e cross country. Foi tranqüilo e pude forçar um pouco, até meu limite, pra tentar ajudar a equipe. Minha chegada foi no Centro Comercial do Lago Norte. A partir de então, fomos seguindo os corredores por todos os trechos. Era legal, pois a equipe vibrava e torcia em cada chegada e saída. Das 4 equipes ATP (numerações 220, 261, 262 e 267), eramos a menos favorita. Entretanto, abrimos uma diferença no início que só foi recuperada por duas das outras equipes no trecho 7. Foi quando fomos ultrapassados.A medida que me inteirava da situação das equipes, fui vibrando e tomando conhecimento da "brincadeira". Na minha segunda participação, troquei meu trecho com a Andresa. Eu iria correr o penúltimo trecho, o do eixão, que eram 6,4 km, mas preferi trocar com ela por outro de 7,6 km, que gostei muito também. Corri o trecho onze, que saía do mirante da Ermida Dom Bosco com uma subida pesada até o parque Copaíba. Depois percorri um trecho cross country de média dificuldade. Apesar de ser um trecho difícil, foi o que mais gostei, pois correr no parque, na terra, em meio as árvores, é tudo de bom!! A chegada foi, pelo menos pra mim, gloriosa! De longe eu vim avistando a esplendorosa Ponte JK. Em seguida, para meu desespero, pude ver o local onde seria a minha chegada, à esquerda da Ponte JK, mas que ainda teria que passar por uma descida, por baixo da ponte, e depois subir novamente!!! Terrivel ver a chegada e saber que ainda tem uma volta enoooorme pra dar!!! Já não bastasse estar morto de cansado, aparece atrás de mim um brutamontes querendo me ultrapassar!!! Dai eu pensei: "agora não, né?" Esqueci que estava sentindo dores e gastei as últimas forças para chegar antes do grandalhão. A partir de então, não senti mais dores... nem senti minhas pernas, nem joelho, nem coxas, nem batatas... Não estava sentindo mais nada! rssss...
Passado o alívio da chegada, já era hora de correr para o trecho seguinte. Eu havia entregue a pulseira com o chip para o Natanai percorrer o trecho doze. Agora sim, eu já fazia parte da equipe. Comecei a sentir a emoção de fazer parte de uma equipe. Quando me perguntam sobre como foi o domingo, digo que foi mais que uma corrida, foi uma EQUIPE! Além de vibrar com minhas próprias conquistas, vibrava também com o desempenho da equipe, que superava qualquer expectativa e melhorava suas marcas. Já havíamos recuperado a primeira posição, em relação às outras equipes da ATP, e estávamos num processo de aumentar a distância, rssss. Então éramos pura vibração.Já nos últimos momentos da corrida, nos dirigimos para a chegada para esperar a Andresa, ela iria passar a pulseira com o chip para o Lúcio percorrer o último trecho. Aproveitamos para subir uns 1000m pelo Eixo para "buscar" a Andresa. Foi muito legal, pois voltamos acompanhando ela e dando uma força para os metros finais. É ótimo estar em uma equipe!
A chegada final foi perfeita! Comemoramos muito pela conclusão, pelo esforço, pela equipe e pelo empenho e entusiasmo de cada um. Ficamos na 60a. posição por categoria de equipe com 8 integrantes, mas a maior comemoração foi de ter chegado antes das outras três equipes da ATP. Sem dúvida foi uma comemoração válida, pois as outras equipes, apesar de sermos todos uma equipe só, ficavam fazendo pouco caso de nossa equipe, pelo que sei. Então foi uma comemoração em conjunto mas em especial para aqueles que tiveram de aguentar as brincadeiras e chacotas dos outros colegas, rssss.
Poderia escrever centenas de parágrafos para tentar descrever, degustar, analisar e transmitir aquelas poucas horas de energia e emoção! Mas queria terminar agradecendo a todos que participaram e tornaram possível a minha participação. Certamente estaremos juntos em outras oportunidades, e as vitórias serão sempre nossa própria superação e entrosamento. Parafraseando o que aprendi há algumas semanas em meu retorno às piscinas: "a essência do corredor é superar seus limites..."
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