sábado, 5 de maio de 2007
proteção ou fuga?
por vezes me deparo com certas atitudes que me trazem a uma reflexão acerca de um comportamento inconsciente, relativos à aprovação ou reprovação social. como assim? simples. já se observou em determinadas atitudes em que parece mais que se está agindo para ser observado? ou então, quando tenta reproduzir uma ação ou característica de alguém que você admira? ou ainda, o contrário de quem você não admira?
as atitudes vão variar: pode ser que eu tente evitar algo por não achar aquilo correto, mesmo que contrarie toda uma cultura solidificada ou então um habito comum; pode ser que eu tente encontrar uma satisfação maior, um grau mais elevado de sucesso. até mesmo porque o sucesso pode ser observado sob dois primas, o de quem nos observa e o de nós mesmos. ao meu ver, o sucesso mais comum é aquele em que esperamos aprovação. e isso chega a ser pertinente, pois nada melhor do que um terceiro olhar para nos fornecer um feedback de nós mesmos, de nossa postura e evolução. mas ressalto que isso deve ser uma ferramenta de evolução, não uma conclusão.
o primeiro olhar pode não ser o mais correto, mas creio ser o mais significativo. você não "se vê", mas é exatamente a maneira como você vê o resultado do seu trabalho. o resultado de suas ações para com as pessoas é que poderá ser mais próximo daquilo que lhe servirá como bússola até o sucesso. traz junto uma agradável sensação de independência. traz junto uma individualidade consoante ao egoísmo e ao isolacionismo. pensando bem, a conjugação dos olhares parece algo mais útil para o grande show da vida.
mas até onde eu percebo minhas atitudes como uma medida justa de proteção ou uma fuga baseada no medo? sim, fuga no sentido pejorativo, pois inibe de seguir adiante com sucesso. detesto ter que racionalizar a emoção, mas as vezes é o que utilizo para tentar medir ou controlar o tamanho do tombo. voar é ótimo (para os pássaros), para nós, humanos, resta a queda livre! a razão entra no momento que utilizo meus "para-quedas", com o fim de amenizar minha chegada, mas sem inibir minhas emoções. tenho que ser justo para comigo mesmo. gosto das emoções, mas gosto de pousar bem, em meu destino. assim terei outras oportunidades de saltar, saltar, saltar e saltar...
por outro lado, minhas fugas são notáveis, apesar de conseguir justificá-las com eloqüência para mim mesmo: sempre há uma explicação psicológica, rssssss. este é um bom momento para enumerar minhas fugas (obviamente não aqui, rssss) e, a partir desta lista, ponderar o que realmente tenho procrastinado e o que tem uma justificativa menos evasiva. provavelmente, a melhor maneira de encarar a fuga é virando-me e enfrentando o risco de frente. aprendi a verificar todas as condições de segurança e saltar após contar até três (por enquanto sem para-quedas e com destino bem molhado). mas espero fazê-lo também a alguns milhares de pés de altitude e também no dia-a-dia. em todos os casos haverá gente lá embaixo pra aplaudir. haverão também aqueles que vão rir, bem como aqueles que farão pouco caso. mas a emoção mesmo ficará por conta de você-sabe-quem :)
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