quinta-feira, 3 de maio de 2007

borboletas da vida...

cores, simetria e perfeição da natureza :)


Um dia cheguei em Goiânia e, quando estava quase para chegar em meu destino, eu avistei uma borboleta no chão. Dai tive que dar uma pausa para vê-la, e apreciar os seus detalhes, porque era liiindaaaaa (ou melhor... é linda).

Pensei que estava morta, pois encostei o pé devagarinho e ela não se mexeu. Então larguei a bolsa que estava carregando, tudo mais, e tentei encostar o dedo nela. Num súbito ela bateu asas e voou. Subiu até a altura da luz do poste e ficou se debatendo por lá, como fazem todos os insetos. Deve ser um fetiche desse nível de mundo, rssss. Se eu tivesse asas talvez também subiria até um poste e ficaria me debatendo na luz. Ou não!

Fiquei olhando e ela se foi! Lembrei de um amigo meu, Bruno, quando viajamos para Pirenópolis... ele tentou muuito encontrar várias borboletas para fotografar. Ficaria uma foto perfeita :)

Subi para o apartamento da Grazy e em seguida descemos novamente para levar a amiga dela no ponto de ônibus. Ao passarmos pelo local encontramos a borboleta caidinha de novo, num canteiro de flores ao lado do poste. Enquanto a amiga ia embora, ficamos eu e Grazy contemplando a beleza e a prostração da notável borboleta.

Toquei algumas vezes nela mas ela pouco reagia, como se não desse sinal de vida, apenas reagia discretamente. Logo encostei um panfleto de jornal nela e percebi que ela subia por sobre com suas delicadas patinhas. Então a fiz subir, fomos até o apartemos da Grazy e deixei ela sobre um arranjo de flores artificial pra tentar reproduzir um habitat próximo ao dela (ooohhh, momento ecológico! hehehehe). Obviamente eu só levei a borboleta pois fiquei com medo de que alguém pisasse nela, movido pela minha emoção ecológica, hehehehe.

Deixamos ela descansando junto a outra borboleta de plástico (não foi verificado nenhuma tentativa de comunicação entre elas, rsssss). Saímos eu e Grazy pra balada, voltamos, dormimos, acordamos e lá continuava a borboleta. Não batia asas, não se mexia... estava em sono profundo, sei lá... doida! Ficou se debatendo lá na luz do poste e agora estava lá, caída. Isso me serviu de lição, para quando eu nascer borboleta, vou tentar não me emocionar com os postes de luz! (heheheeheheh) De repente, ela deve ter tomado ciclobenzaprina (só a Grazy pra lembrar o nome desse remédio doido! rssss)

A ciclobenzaprina é uma substância cujo princípio ativo tem a finalidade de relaxar os músculos. Segundo minha amiga Valéria, é ótimo para tomar antes de dormir, a noite. Mas eu tomei e acordei grogue demais!! Passei a manhã inteira numa sensação de "to quase caindo", rssss.

Voltando à história da borboleta: chegamos da balada, dormimos, acordamos, e fomos ver se o lepidóptero preto e amarelo estava lá. E.... adivinhem.... estava... no mesmo lugar!!!! Botei o ventilador nela e ela nem se mexia. Mas quando foi à tarde, agente foi dar uma mexidinha nela e ela tentou voar e caiu no chão. Peguei-a novamente e botei nas flores. Dai ela tentou voar e caiu no chão de novo. Tentou voar e bateu na mesinha do computador do quarto e caiu no chão. Daí eu pirei pra ela: tá bêbada!!!

Entretanto, teve um momento em que ela ganhou forças (ou acordou, sei la...), bateu asas, com a força e delicadeza que as borboletas têm, e conseguiu se manter no ar... foi devagarinho procurando a janela... Eu e grazy observando... Dai ela saiu pela varanda. Fomos até a varanda, Ela voou pelo parapeito. Nos debruçamos no parapeito. Ela seguiu voando pra frente e pro alto... e pro alto... e mais pro alto... mais alto... alto... bem alto...

Acima dos prédios, um pontinho preto no céu azulado sumiu. Ficamos lá... boquiabertos. Olhando praquele infinito azul onde a borboleta se perdeu. O negocio dela era a luz... Mirou o sol e foi embora!

Eu e Grazy ficamos la ainda alguns minutos. A ficha não caiu. Ficamos a imaginar tudo ou simplesmente não imaginamos, ficamos preso àquele ponto onde não havia mais nada, apenas nossa imaginação.

Fomos testemunhos um do outro. E percebi que existem momentos que são bons pelo simples fato de ter uma testemunha.

O mais legal desse momento foi que deixou muitos pensamentos e ideias soltas no ar, assim como a borboleta... perdida no infinito.

Nenhum comentário: